Resumo
Este artigo propõe uma metáfora sociológica inspirada na teoria da cor para analisar a autoconstrução identitária e as lutas por reconhecimento de coletivos excluídos do espaço público. Com base em entrevistas com membros do povo mapuche e da população migrante colombiana na Argentina e no Chile, utiliza-se uma abordagem qualitativa fundamentada na Teoria Fundamentada. Os resultados mostram que a identidade é relacional, situada e construída a partir do discurso hegemônico, do contexto e da autoobservação. A proposta é trabalhar a partir dos próprios coletivos e não desde as representações impostas pelo poder. A noção de agência evidencia que esses grupos observam, narram e produzem sentido político a partir das margens.

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